domingo, 3 de abril de 2011 4 comentários

Primeiro Beijo



Composição de: Raul Dantas

Ainda me lembro da primeira vez que te encontrei
Ainda me lembro do primeiro beijo que te dei
Ainda me lembro do frio daquela noite e da luz do luar
Ainda lembro o sorriso no teu rosto, sensação após te beijar.

Na presença das estrelas
Uma delas me encantou
No momento em que te beijei o tempo parou
Depois dos astros e cometas, foi  a Terra que balançou.

Ainda me lembro da primeira vez que ti após um show que fiz
Ainda me lembro. Eu com a camisa do Rise e você com aquela calça jeans
Ainda me lembro do seu olhar após nosso primeiro beijo
Ainda lembro o coração disparar
Energia correndo no meu corpo inteiro.

Na presença das estrelas
Uma delas me encantou
No momento em que te beijei
 Astros, cometas, a Terra balançou.
domingo, 13 de março de 2011 6 comentários

Doce Laura

Composição de: Raul Dantas

Do outro lado da cidade
Dos prédios luxuosos e ricos lares
Vem Laura, médica atuante na comunidade

Criada com boa educação
Filha de empregado e advogada
Aprendeu desde menina que vaidade demais não vale nada
E o que realmente importa é aquilo que carrega no coração

Do pai herdou a vontade de mudar
Da mãe a disciplina em agir
Carrega consigo intensa luz no olhar
E o desejo de não deixar ninguém partir

Doce Laura, Doce Laura
Esperança nos olhos
Num mundo melhor
Alegria no rosto
Pureza na alma

Trabalha para comunidades carentes
Pois sempre foi contra a injustiça presente na nossa vida
Nunca suportou esse povo ser tratado como indigente
Então pensou em fazer algo diferente

Admiradora de música apenas como ouvinte
Acabou encontrando seu amor
No final de um show
Apaixonou-se pelo Vincent
domingo, 13 de fevereiro de 2011 6 comentários

Bem - vindo Vincent



Composição de: Raul Dantas


Dos lugares mais afastados da cidade
Das trevas, das ruas, da injustiça
Em suas mãos queima uma revista
Apresenta-se Vincent a realidade

Filho de pai alcoólatra e mãe drogada
Criança desde cedo abandonada
Herdou de seu pai um violão
Que aprendeu a tocar ainda menino
Fazendo da música seu ganha-pão

Órfão de pai e mãe aos 15 anos
Aprendeu a conviver com os males mundanos
A lutar pelos seus planos
Olhar para os pais
E não cometer os mesmos enganos

Do pai herdou o gosto pela bebida
Da mãe a atitude de rebeldia
Apaixonado pela poesia
E por Laura, garota rica, que conhecia
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010 6 comentários

Alerta Elemental


Composição de: Raul Dantas

 
Mais uma vez
Estou aqui
Para alertar
Sobre o que eu vi

Eu vi a água ser limpa
Eu vi o verde do mar
Agora a pureza está extinta
e dela já não podemos desfrutar

Eu vi a água ser calma
Das fontes ela jorrar
Agora ela está brava
Tsunami, a fúria do mar

Mais uma vez
Estou aqui
Para alertar
Sobre o que eu vi

Eu vi a terra ser fértil
E dela tudo brotar
Agora tudo é deserto
Não dá pra plantar

Eu vi a terra ser forte
Eu vi ela se sustentar
Agora restou terremoto, erosão
Reação ao nosso explorar

Mais uma vez
Estou aqui
Para alertar
Sobre o que eu vi

Eu vi o ar ser mais puro
Notei ao observar
Hoje está escuro, poluído
Mal dá pra respirar

Eu vi o ar ser tranquilo
Sentia na brisa, calmaria do ar
Mas hoje está ferido
Furacões levam seu lar

Aqui vai um alerta
De como o planeta está
É hora de agir e mudar
Pois sem água, terra e ar
Vida na terra não mais existirá
Por isso levante e lute
Escute meu bom rapaz
Não fique entre a espada e a cruz
E o ultimo a sair que apague a luz.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010 9 comentários

Dois Corações

Composição de: Raul Dantas

Então aqui começa mais uma história
Feita de paixão e glória
Tudo começou naquele dia
Após o show, na rua vazia

Meia noite, silêncio no ar
Frio intenso á luz do luar
Ele cansado, ela também
Aguardando ônibus ou trem

Foi bem ali
Longe das multidões
Um só quadro
Dois corações

No dia seguinte, perto do mar
Marcaram pra se encontrar
Ele apaixonado, ela também
Na companhia do céu, das estrelas e de mais ninguém

Foi bem ali
Longe das multidões
Um só quadro
Dois corações

Então aqui termina mais uma história
Criada pela caneta e minha memória
Mais um fato casual vira poesia
História tão banal, do nosso dia-a-dia.
 
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